Tem coragem Não Críticas Crítica: The Brutalist (2024) – Épico de imigração que hipnotiza

Crítica: The Brutalist (2024) – Épico de imigração que hipnotiza

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Crítica: The Brutalist (2024) – Épico de imigração que hipnotiza

The Brutalist, dirigido por Brady Corbet, é uma ode monumental à experiência imigrante — mas também um retrato ambíguo do custo do sonho americano. O filme acompanha László Tóth (Adrien Brody), um arquiteto húngaro-judeu que sobreviveu ao Holocausto e chega aos Estados Unidos em busca de reconstrução, tanto pessoal quanto profissional.

1. Uma jornada épica pós-guerra
Logo no início, Corbet mergulha o espectador nas profundezas do porão de um navio em que László viaja, com sombra, escuridão e uma trilha sonora tensa que ecoa o peso do passado. A afirmação do “novo mundo” americano ganha força, mas traz consigo uma visão quase invertida da liberdade: ao ver a Estátua da Liberdade, László a enxerga de um ângulo estranho — símbolo de promessa, sim, mas também de desilusão.

2. O arquiteto e o pacto com o poder
Depois de se instalar em Filadélfia com seu primo, Attila (Alessandro Nivola), László começa a trabalhar na renovação de uma biblioteca para Harry Lee Van Buren (Joe Alwyn), herdeiro de um rico industriais. Harrison Van Buren (Guy Pearce) se interessa por seu talento arquitetônico e propõe algo muito maior: a construção de um centro cultural grandioso — mas o custo desse sonho será alto, envolvendo poder, preconceito e sacrifício.

3. O peso do passado e a promessa quebrada
A metáfora arquitetônica é poderosa: o brutalismo, estilo de concreto e formas severas, reflete a força e a dureza da vida de László, bem como as fissuras invisíveis deixadas por traumas. O filme questiona se a América realmente aceita seus imigrantes visionários ou se os usa para construir uma imagem grandiosa sem valorizar sua humanidade.

4. Atuação, estética e ambição
Adrien Brody entrega uma de suas performances mais intensas, carregando todo o vigor, a dor e a ambição de László. A cinematografia e a direção de arte são impressionantes, com escopo amplo, momentos visuais arrebatadores e uma construção que privilegia tanto a escala quanto a intimidade.

5. Críticas e limites
Apesar do impacto, The Brutalist não escapa de críticas: alguns apontam para o ritmo lento (são mais de 3 horas de duração) e para o fato de que, em alguns momentos, a grandiosidade formal prejudica a profundidade emocional. Há quem ache que o segundo ato perde força e que certas subtramas não se completam de forma satisfatória.

6. Significado simbólico
Mais do que uma simples biografia fictícia, o filme de Corbet se torna uma parábola universal: a construção (e destruição) de sonhos, a relação entre arte e poder, e o destino ambíguo do que significa “pertencer” a um país novo, sem jamais esquecer de onde viemos.


Veredicto: The Brutalist é uma experiência cinematográfica hipnótica — pesada, sublime, e ambiciosa. É uma declaração de amor e uma advertência sobre o preço do sucesso. Para quem tem paciência para uma narrativa epicamente lenta, o filme recompensa com visões memoráveis, atuações intensas e um olhar profundo sobre o paradoxo da imigração.

Se você quiser, posso escrever uma versão mais curta desse texto (para redes sociais ou meta-description).

Nota: 9.0/10 Dirigido por Brady Corbet, segue um arquiteto judeu húngaro (Adrien Brody) nos EUA pós-guerra. Visual grandioso e atuações impecáveis.

Notas: RT: 96% | IMDb: 8.4/10

Um dos favoritos para o Oscar 2025.

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