Tem coragem Não Críticas Crítica: Mission: Impossible – The Final Reckoning (2025) – Tom Cruise no limite

Crítica: Mission: Impossible – The Final Reckoning (2025) – Tom Cruise no limite

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Quase três décadas depois de redefinir o cinema de ação, a franquia Missão: Impossível chega à sua provável despedida de Ethan Hunt — e o faz com a grandiosidade que a saga sempre prometeu. Desde 1996, Tom Cruise moldou essa série não só como um blockbuster lucrativo, mas como um marco cultural cujo impacto atravessa gerações. Nem todos os capítulos foram perfeitos, claro, mas o conjunto construiu uma das obras mais duradouras e influentes do cinema moderno.

O Acerto Final funciona como a culminação desse legado: uma história de sacrifício, escolhas impossíveis e uma eterna corrida contra o tempo — agora com uma ameaça que conversa diretamente com nossos medos mais contemporâneos.


1. Trama: Ethan Hunt contra o futuro — literalmente

Dois meses após os eventos do filme anterior, Ethan vive na sombra da perseguição internacional enquanto tenta localizar Gabriel Martinelli (Esai Morales), figura-chave de um complô que envolve a temida Entidade — um programa de IA senciente capaz de manipular sistemas, instituições e, consequentemente, nações inteiras.

A missão, que já seria impossível por si só, se complica quando a presidente dos Estados Unidos, Erika Sloane (Angela Bassett), exige que Ethan devolva o artefato que pode destruir a IA: uma chave enigmática em formato de cruz.

Metade dever.
Metade fé.
Totalmente impossível.

Neste dilema moral, Ethan volta a se cercar de seus aliados mais leais: Grace, Benji, Luther, Paris e Degas. Juntos, embarcam em uma jornada que vai das profundezas do Oceano Ártico às vastas paisagens da África do Sul, enfrentando tanto inimigos humanos quanto uma máquina invisível que manipula o próprio destino do planeta.


2. Direção: Christopher McQuarrie encerra sua era com precisão cirúrgica

Em sua quarta passagem como diretor, Christopher McQuarrie demonstra domínio absoluto sobre o DNA da franquia.

Aqui, ele equilibra:

  • drama para ancorar emocionalmente Ethan,
  • suspense no ritmo intenso das conspirações,
  • humor pontual para aliviar a tensão crescente,
  • bloques de ação colossais que já são marca registrada da parceria Cruise/McQuarrie.

Ao lado do co-roteirista Erik Jendresen, McQuarrie entrega uma história que parece escrita como um tributo final: elegante, respeitosa e consciente do peso cultural que carrega.


3. Ação: Cruise redefine o conceito de “impossível” mais uma vez

A esta altura, dizer que Tom Cruise faz suas próprias acrobacias parece redundante — mas nunca deixa de impressionar.

Aqui, ele se supera com:

  • saltos extremos,
  • mergulhos insanos,
  • lutas elaboradas,
  • cenas aéreas que desafiam a lógica.

A montagem de Eddie Hamilton, embora por vezes fragmentada, mantém o ritmo eletrizante e transforma cada set piece em espetáculo puro. O Acerto Final não é apenas um filme: é uma viagem sensorial de quase três horas, um tributo ao cinema de ação em sua forma mais visceral.


4. Elenco: entrega total e química impecável

O brilho do filme não recai apenas sobre Cruise. O elenco inteiro funciona como uma engrenagem sincronizada:

  • Hayley Atwell oferece um arco emocional forte e complexo, com camadas dramáticas marcantes.
  • Pom Klementieff e Simon Pegg se destacam com presenças magnéticas que equilibram intensidade e leveza.
  • Ving Rhames retorna com sua habitual segurança e profundidade.
  • Esai Morales compõe um vilão frio, calculado e inquietante.

Para completar, a trilha de Max Aruj e Alfie Godfrey entrega emoção pura sem soar repetitiva, realçando tensão e grandiosidade com precisão cirúrgica.


5. Pontos fracos: pequenos tropeços em um clímax monumental

O filme não é perfeito. Entre os problemas:

  • algumas repetidas explicações visuais e dialogadas,
  • certas escolhas estilísticas que soam derivativas,
  • o excesso de fragmentação na montagem de cenas específicas.

Nada disso, porém, compromete a força do conjunto — e pode até ser interpretado como traços de uma produção apaixonada demais pelo próprio universo.


6. Veredicto: um adeus digno, grandioso e emocional

Missão: Impossível – O Acerto Final funciona como uma carta de amor:

  • ao cinema de ação,
  • aos fãs que acompanharam Ethan desde 1996,
  • e ao próprio Tom Cruise, que redefiniu o ofício de astro de ação.

É um glorioso encerramento — ainda que, no fundo, ninguém realmente acredite que Ethan Hunt ficará longe das telonas por muito tempo.

Se for realmente a despedida, é uma das melhores de toda a história do gênero.

Nota Projetada: 8.0/10 O oitavo capítulo fecha a saga de Ethan Hunt com stunts insanos e vilões globais. Dirigido por Christopher McQuarrie.

Notas Projetadas: RT: TBA | IMDb: TBA

Possível adeus de Cruise à franquia.

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