Tem coragem Não Notícias Corrida das Blogueiras estreia 8ª temporada com recorde de audiência e planos de expansão

“Nunca largando a mão das mulheres e dos gays”: ‘Corrida das Blogueiras’ estreia 8ª temporada com recorde e Diva Depressão fala sobre renovação, engajamento e turnê

A oitava temporada de “Corrida das Blogueiras” estreou fazendo história! O reality registrou seu maior número de dispositivos conectados em uma estreia, com 123 mil aparelhos simultâneos. Para celebrar o início de mais uma disputa, o Áudio Club, em São Paulo, recebeu uma watch party com mais de 2.500 pessoas, entre fãs, participantes, juradas e convidados.

Em meio a tantas novidades, o Papelpop conversou com os criadores do reality, Eduardo Camargo e Fih Oliveira, além das juradas Nátaly Neri, Lorelay Fox e Renata Santti, sobre o impacto das redes sociais na competição, a identidade do programa após oito anos e a primeira turnê nacional, que também tem como objetivo ajudar a financiar o “Corrida 9”.

A Evolução e a Identidade do Reality ao Longo dos Anos

 

Papelpop – Primeiro, qual é a maior diferença entre o Corrida que vocês imaginaram lá atrás e o Corrida que está acontecendo agora? Vocês já conseguiam imaginar que ele chegaria a esse tamanho?

Edu Camargo – Olha, acho que a diferença é gigantesca, talvez infinita, porque, quando a gente começou esse projeto, jamais imaginávamos que fosse ficar desse tamanho. Mas, óbvio que, conforme os anos vão se passando e a gente vai conseguindo aumentar, o sonho também cresce. Então eu acho que já tem uns anos que a gente sonha com o que aconteceu com o Corrida agora. Acho que dá para continuar sonhando aí.

Fih Oliveira – É, acho que nossa própria ousadia leva a gente para esses lugares, né? Turnê este ano, por exemplo, que é algo novo. Então, ano que vem, o que a gente vai fazer? Turnê internacional? Não sei. Já pensou? Tem vários pedidos.

Edu – Então, olha aí. Quem sabe, gente? Quem sabe ano que vem não é mundial?

PP – Vocês estavam falando justamente sobre se renovar todo ano e sobre esse crescimento. Como conseguem manter a identidade do Corrida que a gente viu na primeira temporada, mesmo depois de oito anos?

Edu – Olha, eu não consigo muito ver o Corrida 1 agora, assim. Eu acho que a gente mudou muito o formato, mas acho que a nossa ousadia é isso que tinha lá no começo e que tem muito agora também. Eu acho que hoje a gente tiene mais espaço, sabe? Talvez a única coisa que a gente associa com o Corrida 1 agora é a Renata Santti com a gente, né? Coitada, pobre Renata Santti.

Fih – Imagina, eu discordo totalmente. Nos primeiros anos, a gente tinha prova de cola quente, tinha prova de fazer look, tinha desafios de maquiagem, de fotografia, edição, não sei, porque a gente não tinha tanto equipamento assim. Mas acho que a essência tem. Eu acho que tem, sim. Mas, para além disso, o Corrida é um reality que acompanha a blogueira atual ou da época. Então, a gente sempre tem que estar mudando porque é isso, né? Cada vez a blogueira faz mais coisas.

Nátaly Neri – Olha, eu não vou nem fazer rodeios. Para mim, existem dois nomes: Eduardo e Felipe. Eles são a espinha dorsal desse projeto. Eles estão extremamente apaixonados. Então, eu acho que, se o Corrida das Blogueiras é o que é, manteve a sua identidade e conquistou cada vez mais público, é porque o Edu e o Fih sabem exatamente o que eles querem para esse programa e levam tudo com muito afinco.

Lorelay Fox – Eu acho que o Diva Depressão tem um comprometimento em trazer sempre o que está muito em alta na internet no momento, sabe? Acho que essa é a melhor forma de estar renovando. Então, acho que eles estão sempre de olho no que é o momento e trazem para o Corrida. Assim, a gente continua fresh.

O Impacto do Engajamento e das Redes Sociais

PP – Falando em internet, vocês já conseguiram perceber que o Corrida se tornou muito maior do que só o YouTube?

Edu – É difícil às vezes, é difícil. Mas eu acho que uma coisa que faz a gente entender isso é que a gente conhece muita gente na rua, né? Então, acho que, quando isso se torna físico de alguma forma, a gente pensa: “Pô, nossa, estamos alcançando muito mais gente”. A temporada do ano passado furou muito a bolha, né? A cada ano que passa, a gente sente isso. Esperamos que este ano seja maior ainda.

Fih – E acho também o adendo aí, né? Este ano, a gente tem TikTok Shop, por exemplo, participando da temporada. Então, a gente vê que é multiplataforma, que acaba alcançando idades diferentes, gêneros diferentes, e a intenção é essa mesmo, né? Obviamente, nunca largando a mão das mulheres e dos gays, porque é o público do Corrida.

PP – E essa expansão também muda a maneira como os participantes se inscrevem e se comportam dentro do reality? A pressão por viralizar e conseguir engajamento é positiva ou negativa?

Nátaly – Olha, eu acho que, desde o ano passado, uma coisa muito louca aconteceu, que foi a gente ter aberto as inscrições na vertical. Eu acho que muita gente se inscreveu também pensando nessa exposição inicial, que eu acho que gera muitos frutos, e o reality foi para um outro nível de discussão.

Lorelay – Eu acho que mudou e eu acho que isso é bastante positivo, porque as pessoas entenderam que não é só mostrar que você sabe fazer uma make, uma roupa. É mostrar muita personalidade, é colocar seu carisma lá em cima, é falar aquilo que vai encantar o público, que pode virar um meme, é correr atrás de ser maluca, gente. É isso que viraliza.

Renata Santti – Hoje em dia, as pessoas estão procurando também, além de mostrar o que elas fazem para os meninos na hora da seleção, pensar em como esse vídeo vai ser recebido pelo público. E está certo, tem que engajar. Esse engajamento pré também é muito bom. Mas também depende, né? Tem gente que só quer o engajamento, só quer o fuzuê. Então, tem para todo mundo, tem para todos os gostos.

A Primeira Turnê e os Próximos Passos

PP – E, falando sobre sair da internet, vocês anunciaram uma turnê e comentaram que ela também ajudaria a arrecadar dinheiro para o Corrida 9. Por que acharam que esse era o momento certo para levar o projeto aos palcos?

Edu – Olha, a gente entende que esse é o momento certo para fazer uma turnê porque a gente tem um grande exemplo da Kitty, que foi a última vencedora. Ela é uma vencedora muito do presencial, até por conta do trabalho que ela faz nas boates e tudo.

Então, a gente entende que, unindo tudo isso com essa possibilidade de monetizar outro produto para já fazer um caixa ali para o Corrida 9, a gente entende que esse é o momento perfeito.

Eu acho que o Corrida já é grande nesse nível e acho que a venda dos ingressos agora prova isso para a gente, porque, graças a Deus, está indo muito bem.

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Gabriel Távora

 

Gabriel Távora

Jornalista de São Paulo. No PapelPop, escrevo sobre cultura pop, entretenimento e K-pop.

 

emanoel.pereira

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