Famílias levaram crianças para assistir a Buddy nos Estados Unidos acreditando que encontrariam uma produção voltada ao público infantil. A surpresa veio durante as sessões, quando perceberam que o longa protagonizado por um unicórnio colorido é, na verdade, um terror destinado ao público adulto.
🎥 Veja o momento em que pais pedem reembolso no cinema:
Os relatos começaram a circular nas redes sociais após a estreia norte-americana, ocorrida em 28 de agosto, e foram repercutidos pela imprensa. Algumas famílias teriam deixado as salas e solicitado a devolução do valor dos ingressos.
A situação chama atenção justamente pelo contraste entre a campanha visual e o conteúdo da produção. Cartazes e materiais promocionais apresentam cores vibrantes e um enorme unicórnio laranja sorridente, elementos que remetem à estética de antigos programas educativos para crianças.
Por que Buddy pode ser confundido com um filme infantil?
A semelhança não acontece por acaso. O trailer de Buddy já explora referências aos programas infantis dos anos 1990, com músicas, brincadeiras e personagens aparentemente amigáveis que ganham contornos de terror ao longo das cenas.
Nos Estados Unidos, o longa recebeu classificação R, o que significa que menores de 17 anos precisam estar acompanhados por um adulto. A indicação também alerta para cenas de violência, conteúdo relacionado a drogas e linguagem imprópria.
🎬 Assista ao trailer oficial de Buddy:
A história acompanha um grupo de crianças que fica preso no universo de um antigo programa de televisão chamado It’s Buddy!. No início, o cenário parece seguir a fórmula tradicional de uma atração infantil, com atividades educativas e músicas comandadas pelo personagem Buddy.
A proposta começa a mudar conforme o mascote assume um comportamento cada vez mais ameaçador. A partir daí, aquele ambiente colorido passa a funcionar como cenário para acontecimentos de terror, criando justamente o contraste usado na divulgação do filme.
Elenco e repercussão no mercado cinematográfico
O elenco de Buddy conta com Cristin Milioti, Topher Grace, Michael Shannon e Patton Oswalt. Keegan-Michael Key participa da produção como a voz do unicórnio que conduz o programa fictício.
A repercussão envolvendo as famílias também aumentou a atenção sobre o lançamento. O longa estreou acima das expectativas no mercado norte-americano e manteve presença nas semanas seguintes, tornando-se uma das produções de terror que ganharam espaço em 2026.
A recepção entre os críticos também foi positiva. Buddy alcançou 87% de aprovação no Rotten Tomatoes, com avaliações destacando principalmente a maneira como a produção utiliza códigos conhecidos da televisão infantil para construir uma experiência voltada ao terror.
A situação lembra outros lançamentos que já provocaram dúvidas entre famílias por apresentarem elementos normalmente associados ao público mais jovem. Produções como Deadpool e Festa da Salsicha, por exemplo, também exigiram atenção à classificação indicativa apesar de utilizarem super-heróis e animação, respectivamente.
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