Tem coragem Não Críticas Crítica Antecipada: Predator: Badlands (2025) – Caçada futurista

Crítica Antecipada: Predator: Badlands (2025) – Caçada futurista

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“Predator: Badlands” chega como mais um capítulo da fase comandada por Dan Trachtenberg, uma etapa que tem dividido bastante os fãs. Eu mesmo sempre elogiei Prey, que considero uma volta às raízes da série, mas nunca comprei totalmente a ideia de expandir a mitologia dos Predadores. Ridley Scott já mostrou com Alien que mergulhar demais no “lore” de criaturas misteriosas pode afastar justamente o que as torna tão fascinantes.

Para piorar, quando anunciaram que Badlands seria PG-13, parecia a confirmação de um desastre anunciado. Mesmo com o burburinho positivo, entrei na sessão esperando o pior. E, para minha surpresa, saí satisfeito — com algumas observações importantes.


Uma história diferente do que os fãs clássicos conhecem

No centro da trama está Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), o menor e mais fraco de seu clã Yautja, rejeitado pelo próprio pai. Determinado a provar seu valor, ele viaja até Genna — um planeta lendário pela dificuldade de sobrevivência e pelo desafio de caçar os Kalisk, criaturas que nem os Predadores conseguiram dominar ao longo dos séculos.

Lá, Dek acaba formando uma parceria improvável com Thia (Elle Fanning), uma sintética humanóide que perdeu as pernas e tenta sobreviver naquele ambiente hostil. A missão de ambos é simples: não morrer. Mas Genna esconde ameaças ainda mais brutais do que os Kalisk — e nem todas vêm de criaturas nativas.


A maior mudança está no espírito da franquia

O que sempre fez o Predador funcionar era o mistério. Eles eram assassinos implacáveis, silenciosos, com motivações quase desconhecidas. Em Badlands, essa premissa é deixada de lado. Os Yautja agora possuem idioma, cultura e rituais muito detalhados — algo pensado claramente para alimentar um universo expandido.

Não é o Predator clássico. Mas, se você aceitar que essa é outra interpretação do mesmo universo, a experiência funciona surpreendentemente bem.


Visualmente impressionante, porém próximo demais de Avatar

Genna é um show visual: flora agressiva, fauna letal e um design que em muitos momentos remete mais a Avatar do que a qualquer filme do Predador. O CGI usado para trazer expressividade ao rosto de Dek é eficiente, e o próprio personagem acaba se tornando um herói simpático e carismático.

A presença de sintéticos ligados à Weyland-Yutani reforça a intenção de aproximar de vez as franquias Alien e Predator, abrindo caminho para um futuro AVP — e torcemos para que seja melhor que os filmes antigos.


Elle Fanning se destaca em dois papéis

Elle Fanning entrega duas interpretações bem distintas:

  • Thia, uma sintética gentil e com desejo de identidade própria;
  • Tessa, uma contraparte mais fria e calculista.

A dualidade remete às diferenças entre Bishop e David/Ash em Alien, e Fanning consegue equilibrar vulnerabilidade e ameaça com precisão.


O PG-13 pesa — e deixa claro o público-alvo

Apesar de bem produzido, Badlands é claramente um filme pensado para um público mais jovem. A violência gráfica é suavizada, e até mesmo a presença de um mascote — Bud, o bichinho que acompanha Dek e Thia — reforça essa direção.
Quem espera o nível de brutalidade de Prey certamente vai sentir falta.


Vale a pena? Depende do quanto você exige fidelidade à franquia original

A verdade é que a série Predator sempre foi irregular. Poucos filmes realmente entenderam o que fez o original funcionar — e, tirando o clássico com Schwarzenegger, quase todos dividiram opiniões. Nesse sentido, tentar algo novo não é necessariamente uma má ideia.

Se você entrar em Badlands com a mente aberta para uma abordagem mais leve, mais ampla e voltada para construção de um universo maior, há diversão de sobra. Não é o Predador de antigamente, mas como nova direção, funciona.

Nota Projetada: 8.5/10 Dirigido por Dan Trachtenberg, com Elle Fanning, expande o universo Predator em Badlands. Ação intensa e lore profundo.

Notas Projetadas: RT: TBA | IMDb: TBA

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